A crise do sistema capitalista de produção é uma realidade patente aos olhos daqueles que pensam de forma crítica e não se subordinam a receber o "conhecimento" ardilosamente manipulado, reestruturado e muito bem elaborado pelas elites dominantes, detentoras do poder político, econômico e , de certa maneira, cultural da sociedade atual.
A não solução dos problemas sociais, aliada às tensões sociopolíticas oriundas da adesão das elites industriais brasileiras ao capitalismo internacional, forçaram a burguesia a revisar suas fontes teóricas adotadas anteriormente, visando à criação de uma nova base teórica capaz de "justificar" sua dominação e opressão. Muito bem revista, a fonte teórica burguesa incorpora o pensamento monetarista (2), surgindo, assim, o grande filão, o NEOLIBERALISMO, conhecido também como "modernidade", "hipercapitalismo" ou "turbocapitalismo". Com ele, aparece a qualquer custo (inclusive e especialmente dos mais pobres, não só materialmente, mas também intelectualmente) a chamada GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA, meio através do qual a burguesia expande rapidamente sua mais nova ideologia2.
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Rodrigo Andreotti Musetti
mestre em Direito Processual Civil pela PUC/Campinas, especialista em Direito Ambiental, coordenador jurídico da Associação para Proteção Ambiental de São Carlos (APASC)
é também especialista em Interesses Difusos e Coletivos pela Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo.












